quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

(...) a vida nos intervalos #311

Wishful thinking

A boa notícia chegou logo de manhã: parece que o emigrado mais próximo vem de visita muito em breve!
A piada é que ainda ontem me lamentava de o não ver há imenso tempo nem ter ideia de quando voltarei a fazê-lo.

Na pausa para o almoço, à mensagem "A que horas almoças?" seguiu-se um muito agradável café em excelente companhia.

É... há dias assim... em que "o céu são os outros"! ;)

(...) a vida nos intervalos #310

És estranha! - dirão muitos...
Outros farão como eu...
Aliar trabalho e prazer é coisa que me agrada sobremaneira e que sempre tento fazer.
Por vezes, como hoje, a relação não é imediata, mas anda próxima.
Por necessidade logística (leia-se não sair de casa três horas antes) levei hoje carro para a escola.
Tinha-me comprometido adquirir um livro (O Viajante Cego) que uma simpática aluna escolhei para o seu "contrato de leitura" e à quarta livraria lá o consegui...
Na escola ocorreu-me que seria boa ideia aproveitar não estar condicionada pelo medo de andar de transportes a desoras e tentar ver o filme que estivesse em exibição no Fórum Municipal Romeu Correia. (O bilhete normal custa apenas 3€)

Entre o vou (só porque posso) e o não vou (tenho uma tradução para fazer), fui.

O filme de hoje era A Noiva Prometida. - Gostei imenso.



Cheguei a Lisboa de alma lavada e reenergizada... A tradução está feita e enviada e eu, supostamente, intelectualmente um pouco mais rica!

De brinde, troquei um dedo de conversa com duas simpáticas e interessantíssimas colegas que vi no final da sessão e tive companhia durante parte do trabalho.

Gracias a la vida!


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

(...) a vida nos intervalos #309

Ainda perguntam porque é bom viver em Lisboa?!

A cor, a luz única, a diversidade.
Cidade grande q.b. mas aconchegante.
Também temos problemas graves, mas dificilmente desistiremos de ti. É isso o amor, dizem.

E nesta tarde ensolarada tinhas imensa música para nos guiar os passos.
Cais do Sodré - Estação do Metro

Chiado

Chiado

(...) a vida nos intervalos #308


        
Segunda feira, 17 fevereiro de 2014


Segredo

Não contes do meu
vestido
que tiro pela cabeça

nem que corro os
cortinados
para uma sombra mais espessa

Deixa que feche o
anel
em redor do teu pescoço
com as minhas longas
pernas
e a sombra do meu poço

Não contes do meu
novelo
nem da roca de fiar

nem o que faço
com eles
a fim de te ouvir gritar

Maria Teresa Horta, in “Poesia Completa”