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| Bar do Cinearte - Miguel Martins e Manuel A. Domingos |
Enquanto as amigas suspiravam pelos cantos por uma Bimby, K sonhava com alguém que lavasse, passasse a ferro e limpasse o pó... Até podia ser uma Bimba! Enfim, uma fada do lar que lhe permitisse ser a "Professora das Histórias", ir às compras, cozinhar e ainda ter tempo para respirar...
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domingo, 30 de agosto de 2015
domingo, 23 de agosto de 2015
domingo, 23 de fevereiro de 2014
(...) a vida nos intervalos #313
Sábado, 22 de fevereiro 2014
Foi noite de jantar com aqueles que já começam a ser, também, os "suspeitos do costume".
Após a refeição agradável, temperada com risota, tivemos direito a música e poesia no bar do próprio restaurante. Houve lugar a "homenagem" a Fernando Tordo, com o "Adeus, tristeza" mas pensei de mim para mim que tinha saudades de ouvir uma outra coisa dele. (aqui acompanhado)
Foi noite de jantar com aqueles que já começam a ser, também, os "suspeitos do costume".
Após a refeição agradável, temperada com risota, tivemos direito a música e poesia no bar do próprio restaurante. Houve lugar a "homenagem" a Fernando Tordo, com o "Adeus, tristeza" mas pensei de mim para mim que tinha saudades de ouvir uma outra coisa dele. (aqui acompanhado)
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
(...) a vida nos intervalos #302
terça feira, 11 de fevereiro de 2014
Vieni, entra e coglimi
Vieni, entra e coglimi, saggiami provami….
comprimimi discioglimi tormentami….
infiammami programmami rinnovami.
Accellera…rallenta…disorientami
Cuocimi bollimi addentami…covami.
Poi fondimi e confondimi…spaventami….
nuocimi, perdimi e trovami, giovami.
Scovami…ardimi bruciami arroventami.
Stringimi e allentami, calami e aumentami.
Domami, sgominami poi sgomentami….
dissociami divorami….comprovami.
Legami annegami e infine annientami.
Addormentami e ancora entra…riprovami.
Incoronami. Eternami. Inargentami.
(Patrizia Valduga)
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
(...) a vida nos intervalos #301
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
(...) a vida nos intervalos #239
Com batota, porque a foto é de dia 8.
Hoje foi dia de voltar a casa e descansar... ao ritmo calmo do aniversário do pai.
Muito a propósito do título do livro.
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
(...) a vida nos intervalos #227
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
(...) a vida nos intervalos #183
Da verdade do amor
Da verdade do amor se meditam
relatos de viagens confissões
e sempre excede a vida
esse segredo que tanto desdém
guarda de ser dito
pouco importa em quantas derrotas
te lançou
as dores os naufrágios escondidos
com eles aprendeste a navegação
dos oceanos gelados
não se deve explicar demasiado cedo
atrás das coisas
o seu brilho cresce
sem rumor
José Tolentino Mendonça, in "Baldios"
Da verdade do amor se meditam
relatos de viagens confissões
e sempre excede a vida
esse segredo que tanto desdém
guarda de ser dito
pouco importa em quantas derrotas
te lançou
as dores os naufrágios escondidos
com eles aprendeste a navegação
dos oceanos gelados
não se deve explicar demasiado cedo
atrás das coisas
o seu brilho cresce
sem rumor
José Tolentino Mendonça, in "Baldios"
terça-feira, 22 de outubro de 2013
domingo, 20 de outubro de 2013
(...) a vida nos intervalos #158
As mãos
Com mãos se faz a paz se faz a guerra.
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema – e são de terra.
Com mãos se faz a guerra – e são a paz.
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema – e são de terra.
Com mãos se faz a guerra – e são a paz.
| Almada |
Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
Não são de pedras estas casas mas
de mãos. E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.
Não são de pedras estas casas mas
de mãos. E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.
E cravam-se no Tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.
De mãos é cada flor cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.
Manuel Alegre, O Canto e as Armas, 1967
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
(...) a vida nos intervalos #154
Porque este verso não me sai da cabeça mas "with a twist"
"There you stand making my life possible"
"There you stand making my life possible"
Brilliant Trees
When you come to me
I'll question myself again
Is this grip on life still my own?
I'll question myself again
Is this grip on life still my own?
When every step I take
Leads me so far away
Every thought should bring me closer home
Leads me so far away
Every thought should bring me closer home
There you stand making my life possible
Raise my hands up to heaven
But only you could know
Raise my hands up to heaven
But only you could know
My whole world stands in front of me
By the look in your eyes
By the look in your eyes
By the look in your eyes
By the look in your eyes
My whole life stretches in front of me
Reaching up like a flower
Leading my life back to the soil
Reaching up like a flower
Leading my life back to the soil
Every plan I've made
Lost in the scheme of things
Within each lesson lies the price to learn
Lost in the scheme of things
Within each lesson lies the price to learn
A reason to believe
Divorces itself from me
Every hope I hold lies in my arms
Divorces itself from me
Every hope I hold lies in my arms
There you stand making my life possible
Raise my hands up to heaven
But only you could know
Raise my hands up to heaven
But only you could know
My whole world stands in front of me
By the look in your eyes
By the look in your eyes
By the look in your eyes
By the look in your eyes
My whole life stretches in front of me
Reaching up like a flower
Leading my life back to the soil
Reaching up like a flower
Leading my life back to the soil
Songwriters
DAVID SYLVIAN/JON HASSELL
DAVID SYLVIAN/JON HASSELL
terça-feira, 24 de setembro de 2013
(...) a vida nos intervalos #132 António Ramos Rosa
Neste intervalo o poeta foi descansar. Ou, quem sabe, espalhar por outras dimensões coisas desnecessárias (como são grande parte das coisas belas)...
| Este poema é absolutamente desnecessário |
| Este poema é absolutamente desnecessário pela simples razão de que poderia nunca ser escrito e ninguém sentiria a sua falta Esta é a sua liberdade negativa a sua vacuidade dinâmica e o movimento da sua abolição a partir do seu vazio inicial Mas qual é a sua matéria qual o seu horizonte? Traçará ele uma linha em torno da sua nulidade e fechar-se-á como uma concha de cabelos ou como um [útero do nada? Ou será a possibilidade extrema de uma presença inesperada que surgiria quando chegasse a essa fronteira branca que já não separaria o ser do nada e no seu esplendor absoluto revelaria a integridade do ser antes de todas as imagens a sua violência inaugural a sua volúvel gestação? António Ramos Rosa in Deambulações Oblíquas |
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
(...) a vida nos intervalos #113
| Mercado de Fusão, Martim Moniz |
sexta-feira, 19 de julho de 2013
(...) a vida nos intervalos #65
| CETA - Os Filhos não se Pagam |
All the World's a Stage
All the world's a stage,
And all the men and women merely players;
They have their exits and their entrances,
And one man in his time plays many parts,
His acts being seven ages. At first, the infant,
Mewling and puking in the nurse's arms.
Then the whining schoolboy, with his satchel
And shining morning face, creeping like snail
Unwillingly to school. And then the lover,
Sighing like furnace, with a woeful ballad
Made to his mistress' eyebrow. Then a soldier,
Full of strange oaths and bearded like the pard,
Jealous in honor, sudden and quick in quarrel,
Seeking the bubble reputation
Even in the cannon's mouth. And then the justice,
In fair round belly with good capon lined,
With eyes severe and beard of formal cut,
Full of wise saws and modern instances;
And so he plays his part. The sixth age shifts
Into the lean and slippered pantaloon,
With spectacles on nose and pouch on side;
His youthful hose, well saved, a world too wide
For his shrunk shank, and his big manly voice,
Turning again toward childish treble, pipes
And whistles in his sound. Last scene of all,
That ends this strange eventful history,
Is second childishness and mere oblivion,
Sans teeth, sans eyes, sans taste, sans everything.
And all the men and women merely players;
They have their exits and their entrances,
And one man in his time plays many parts,
His acts being seven ages. At first, the infant,
Mewling and puking in the nurse's arms.
Then the whining schoolboy, with his satchel
And shining morning face, creeping like snail
Unwillingly to school. And then the lover,
Sighing like furnace, with a woeful ballad
Made to his mistress' eyebrow. Then a soldier,
Full of strange oaths and bearded like the pard,
Jealous in honor, sudden and quick in quarrel,
Seeking the bubble reputation
Even in the cannon's mouth. And then the justice,
In fair round belly with good capon lined,
With eyes severe and beard of formal cut,
Full of wise saws and modern instances;
And so he plays his part. The sixth age shifts
Into the lean and slippered pantaloon,
With spectacles on nose and pouch on side;
His youthful hose, well saved, a world too wide
For his shrunk shank, and his big manly voice,
Turning again toward childish treble, pipes
And whistles in his sound. Last scene of all,
That ends this strange eventful history,
Is second childishness and mere oblivion,
Sans teeth, sans eyes, sans taste, sans everything.
William Shakespeare
terça-feira, 16 de julho de 2013
(...) a vida nos intervalos #63 - Zero
O grão de pó que sou
julga às vezes ser alguém
e chega mesmo a esquecer
ter a importância que tem
esperneia,
solta impropérios,
perde mesmo a compostura
depois
retorna ao zero
e liga
somente
à ternura.
Maria Rodrigues
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