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quarta-feira, 23 de abril de 2014

(...) a vida nos intervalos #340

A estranha sensação de "it doesn't really matter" pode ser tão má quanto "dói pa caraças"... Vamos ver...
Vivendo e aprendendo (?)

sábado, 12 de abril de 2014

(...) a vida nos intervalos #361

Intervalo duríssimo

Preciso hoje de ser um pouco mais factual, quiçá indiscreta, do que é meu hábito neste local...

Dia de reunião na segurança social, para re-avaliação da minha disponibilidade para ser mãe. Suspeito que tenha ficado enterrada essa hipótese... se assim for, será com tristeza que encerro essa parte da minha vida. Veremos. Há que aguardar. Não sei exactamente quanto tempo.

Fiquei a saber que uma carta que eu tinha como extraviada foi efectivamente entregue, aliás levantada na estação de correios pelo A, que me garantiu em duas ocasiões não a ter recebido.

(...)

Fiz um balanço de toda esta coisa que tem sido a minha vida e concluí que se soubesse que hoje morreria e acreditasse na vida eterna, apenas haveria uma pessoa a quem precisaria de pedir desculpa pelo "mal" que lhe causei, ainda que involuntariamente. Acredito que se esse alguém soubesse de tudo o que eu sei, era bem capaz de me agradecer.
Quanto ao resto, iriam a sepultar comigo os inúmeros defeitos e imperfeições que tenho mas o meu carácter, que materialmente não tem qualquer valor, esse acompanhar-me-ia absolutamente intacto. Perdoem a presunção.

Apesar do exposto no 1º parágrafo, publico apenas uma parte do texto que escrevi.

Creio que isto não será lido por ninguém, caso o seja, que se entenda que foi uma necessidade e se trata de algo que não considero necessário esconder pois como me disse uma querida amiga-casa "ninguém merece".

Verifico com alguma apreensão que após dois anos, muitas e muitas lágrimas e imenso trabalho meu para recuperar, este homem ainda me tira muitas horas de sono!

terça-feira, 8 de abril de 2014

(...) a vida nos intervalos #357

Sol, sapatos, futuro
Chá, gin, bálsamo
Cansaço
Amanhã
Estamos!

(...) a vida nos intervalos #356

domingo, 6 de abril de 2014

Tempo para cumprir a necessidade de escrever um pouco. Parece ser uma condição aguda que quase sempre se apresenta como crónica ;)

E inevitavelmente pensar em pessoas de quem é impossível não gostar. "Pessoas que nos podiam ser grandes" (Inês do Carmo dixit)

(..) a vida nos intervalos #355

Sábado, 5 de abril de 2014


Jantar em amizade. Tempo para nos dizerem o quanto somos parvas. Ah pois somos!

segunda-feira, 7 de abril de 2014

aFor'ismos da konfuse #22


O ritmo da vida depende em muito do par de sapatos em que a assentas!


(...) a vida nos intervalos #354

sexta feira 4 de abril de 2014

A paixão de M.

Sempre achei que trabalhar no ensino iria potenciar o meu envelhecimento  precoce devido à enorme exigência do ramo em termos intelectuais (podem rir!) e emocionais. Pode não parecer a olho nu, mas aquilo desgasta.
Por outro lado também tive sempre a esperança de que trabalhar com jovens me ajudasse a manter alguma juventude nem que fosse por conseguir acompanhar as tendências do que "está a dar"ou simplesmente o jargão da moda.
Não sou naturalmente boa juiz em causa própria mas diria que ambas as "pre-assunções" são, ainda que possam parecer contraditórias, verdadeiras. Sendo que não é menos verdade que trabalhar numa escola e ter mais de 40 anos (cumulativamente) são coisas para nos proporcionam momentos verdadeiramente prazenteiros.
Que me perdoe quem lê, mas escrever mal é muito isto: sentamo-nos para escrever uma breve reflexão acerca da Paixão de M e sai-nos uma coisa enrolada em que após uma mão cheia parágrafos não entrámos na dita.
M. tem 20 anos, está a concluir o ensino secundário, um pouco mais tarde que o habitual, não sei porquê e, sinceramente não me interessa muito. Entre as suas actividades "passeia-se" frequentemente pela Biblioteca Escolar.
A primeira vez que me recordo de M. ter encetado uma conversa comigo foi para me dizer que a biblioteca não tem interesse para ninguém e que o que era bom era ter um jornal da escola. Desafiou-me mesmo a criar um. Expliquei-lhe sucintamente porque não tinha condições para tal e devolvi o desafio: "Proponha, projecte, pode mesmo ser o chefe de redacção."
O resultado prático desta conversa do meu ponto de vista foi apenas um. Memorizei o rosto e comecei a reparar que afinal M., para quem a biblioteca não tem qualquer interesse, é afinal seu assíduo frequentador. Ironias!

E foi desta forma que eu e o meu "Chefe de Redacção" criámos alguns laços, que já permitiram que ele, do alto dos seus 20 anos tenha já traçado não só o meu perfil psicológico como o das Assistentes da Biblioteca Escolar. "A senhora por vezes está triste e isso afeta o seu comportamento aqui na biblioteca; A senhora tem graves oscilações de humor; A senhora não está feliz com a vida que leva; ..." Sorrimos, deixamos estar, que o jovem é simpático e tem uma certa piada.
Acontece que na passada sexta-feira M. entrou na biblioteca de supetão com um amigo na sua cola e em vez de se dirigir para a "ilha" dos computadores, como é seu hábito, dirigiu-se para o espaço da multimédia onde se sentou numa cadeira junto da fila de janelas de onde se pode ver a entrada da escola.
Em poucos segundos identifiquei um comportamento de "avestruz". Ao mesmo tempo que se escondia, M. olhava para a entrada da escola, sendo que todo o seu corpo transmitia uma sensação de ansiedade.
Num piscar de olhos, avaliei a situação. Diz-me a experiência que aquele tipo de comportamento tem uma de duas causas: m... da grossa, ou m... da grossa, sendo que a idade e o perfil de M. correspondem ao segundo tipo, i.e., m... da grossa devido a arrebatamento, ímpeto, entusiasmo, êxtase, aka, paixão!
Pesei prós e contras - fico calada e segura ou arrisco-me a levar a maior desanda da minha vida... mas também pode ser que o moço precise... e atrevi-me.

"Parece impossível que se tenha vindo esconder aqui! e logo de uma miúda!" Mal terminara a frase, já M. retorquia "Às vezes, quando sabemos muito, não devemos falar" - diziam as palavras, mas os olhos eram de quem queria, e muito, falar. Aproximei-me e fui dizendo que eu não sabia nada...

M. despejou rapidamente a sua história, tinha feito "o maior erro" da sua vida, ofereceu flores a uma miúda e agora - acrescentou o amigo, ela pensa que fui eu.
Nem de propósito, pouco antes eu vira as ditas flores passeando-se na escada junto à BE nas mãos de uma jovem que, preconceituosa como sou, achei demasiado jovem... Perguntei: E ela não é muito pequenina?
A resposta não podia ser melhor: Pequenina como, ela é grande... em tudo!
Não havia espaço para dúvidas, o nosso menino, das pestanas mais lindas daquela escola, está completamente apanhado pela pequena de nome estrangeiro e cabelos dourados.

Penso não mentir muito se disser que esta conversa teve lugar por volta da 1 da tarde. À sexta feira, saio às 13:20, excepto quando não saio. Foi o caso, sai da biblioteca depois das 16h. Durante as cerca de 3 horas que mediaram os dois momentos M esteve quase sempre dentro da Biblioteca, amigos vários entraram e saíram; expuseram argumentos, planearam actividades para o fim de semana, mas nada parecia tirar M da espécie de letargia que o atingira.
Muito foi dito e certamente muito mais foi sentido.
M. queria dois antidepressivos e dormir, dormir muito. Perguntava aos amigos se preferiam um líder morto ou um banana vivo... afirmando-se de seguida como um banana.
A dada altura falou-se de um namoro anterior, mandei-lhe um "e lembra-se... nessa altura também parecia o fim do mundo". M pareceu animar-se um pouco para logo se deixar cair.
A dada altura a agitação causada pelo entra e sai de amigos e conversas vivas estava a causar demasiada perturbação e acabei por, mais ou menos amistosamente, expulsá-los da Biblioteca, ordenando a M. que fosse passear as suas pestanas ao sol, porque "a vida está lá fora!".

Passava já das 16 horas quando, segura de que não voltaria a ver M e os amigos senão após o início do terceiro período, me despedi das Assistentes. À saída, não consegui conter um "Que mal terei eu feito a deus?!" - à minha frente, de volta à BE estavam M e M (o amigo "das flores"). De imediato me preparei para "enxotá-los" ao mesmo tempo que M (o amigo) aproximou o rosto do meu ouvido "Já contámos tudo à miúda".

M (o apixonado) virou na minha direcção um par olhos doces e aliviados, inspirou fundo e disse: "Contei tudo!" e, ao mesmo tempo que deixava cair os braços "desabafei". Inspirou: "Sou um homem!"

Sorriso; sorriso; sorriso; "Ela pareceu ficar super-feliz!"

 Desci a escada. No rés-do-chão cruzei-me com a "miúda" à conversa-confissão com outro dos amigos. Fiz-me o mais sonsa que poderia ser: "Que flores lindas! Faz anos?" - olhar atrapalhado. "Não..."
"Melhor ainda. Parabéns!"

Saí em direcção ao fim de semana que, sabia, não ia ter um décimo da emoção de receber um ramo de flores apaixonadas e anónimas.




quarta-feira, 2 de abril de 2014

(...) a vida nos intervalos #351

"Missão de Salvamento"

2 de Abril de 2014 às 4:17
Nas redes sociais num dia somos bestas, noutro bestiais, mas somos sempre pessoas normais.

Tal como na vida real, nas redes passam-se coisas terríveis: invejas, mentiras, casais que se desfazem, traições vis e tanta, mas tanta desgraça, que a caixa de Pandora não poderia contê-las.

Tal como na vida real passam-se coisas boas: sorrisos e beijinhos, gatos fofinhos, cães e criancinhas felizes.

As redes sociais são, obviamente parte da vida e servem os objetivos que bem entendermos.

Esta noite, twitter e facebook serviram para divulgar um acidente, em que um dos veiculos se pôs em fuga e o condutor do segundo ficou à chuva e ao frio, quase sem bateria como convém nestas situações.

Apercebi-me da coisa uns minutos depois de divulgada e acabei por juntar-me a um grupo de maduros que tentou ajudar o "sinistrado".

Durante umas duas horas, dezenas e dezenas de mensagens foram escritas, alguns, imagino que muitos, telefonemas foram feitos para as autoridades...

Tal como eu, um grupo grande de pessoas foi tentando ajudar, preocupando-se genuinamente - até porque não havia nada para ver.

Eu que sou uma lamechas, lamentei o sucedido mas gostei de ver a onda de amizade que se estableleceu e sobretudo fiquei descansada, pois a esta hora, o acidentado está na urgência hospitalar, mas ao que tudo indica não há ferimentos graves.

Tal como "lá fora" fomos mandando "bitaites" para ajudar ou apenas para aliviar a tensão, trocaram-se piadas entre amigos e desconhecidos  e como "Assim, de repente, não tínhamos um haburguer, mandámos o João Calviño"!

O "Pedro Unicef" merece!

segunda-feira, 31 de março de 2014

(...) a vida nos intervalos #349

Mais uma à laia de foursquare:

De volta ao Fonte Nova após... xiiii não saberia dizer, mas creio que da última vez que estive à porta estávamos de férias em modo "Parecemos uma família" - o que desperta todo o tipo de emoções, quase todo, mesmo!



quinta-feira, 27 de março de 2014

(...) a vida nos intervalos #345

Intervalo com conversa e café - resumindo: os homens são um bocado burros, as mulheres muito parvas. (How sexist can it get?)


quarta-feira, 26 de março de 2014

(...) a vida nos intervalos #344

O Sorriso da Tarde

“Já sorriu hoje?” – a pergunta entrou assim, desafiante, carruagem do metro adentro, à boleia de uma t-shirt branca. As costas, paradoxais, ficaram de frente para mim e aconselhavam “Páre para pensar”.
Preferi parar para sorrir. Achei que talvez já tivesse pensado q.b. (presunçosa!) durante o dia e pareceu-me deliciosamente simpático que alguém, de entre todas as peças de roupa que poderia ter adquirido tivesse decidido por aquela e que de entre todas as t-shirts do seu armário tivesse hoje, logo hoje, optado por aquela. Que tivesse, pelo menos aparentemente, programado pelo menos parte do seu dia em torno do sorriso dos outros. E, sim, já tinha sorrido “hoje” mas não com tanta vontade, nem por um motivo tão forte: o sorriso pelo sorriso, assim, tal qual.
Quando, ainda sorridente, voltava ao meu livro, o olhar fugiu-me para a mãe e filho que viajavam sentados em frente. Tinha reparado na forma como trocavam sorrisos, olhares ternos e alguns gestos. O pequeno era surdo mas a comunicação era perfeita. Nos segundos seguintes viu que olhava na direcção da t-shirt que agora tinha já rosto, pernas, braços mãos… um par de mãos, como convém, que brincavam com uma bola de malabares. Na breve troca de olhares Rapaz-T-Shirt, Mãe e Criança acordaram que a última queria ver a bola e lá se levantou, aproximou-se do Rapaz-T-Shirt-e-Bola e o que se seguiu foram seis estações de brincadeira, sorrisos e risos, que eu bem os ouvi, a que se juntou o Jovem-Roupa-de-Trabalho, que apesar de preferir jogar com os pés também ensaiou uns requebros com a bola nas mãos.

Gosto de conduzir, sinto alguma liberdade e é das raras situações em que estou completamente disponível para ouvir rádio, mas confesso a minha grande “crush” por transportes públicos. Cheiram, soam e às até sabem mal, mas estão carregadinhos de vida e de vez em quando, de quando em vez, somos brindados com a tarde a sorrir-nos!

segunda-feira, 17 de março de 2014

(...) a vida nos intervalos #335


Regresso a Lisboa. Dia de dar por assente a falta de emoção que tem caracterizado a minha vida há muito mais tempo do que pensei aguentar. Mas, como disse o outro: "Ai, aguenta, aguenta!".

Senti hoje a minha inteligência ser ofendida por alguém que eu não esperava que o fizesse.
Prometo desmentido e penitência caso me engane, mas infelizmente...

Transversalidades a tomarem muito mais tempo que o desejado... fim de serão com imensas dores.

Momentos altos do dia: telefonema dos Castro; meia hora de natação.

P.S. Lá sentir senti, mas era "viagem". Carla Maria, a idade não te está a dar toda a sensatez que querias, mas, vá, por uma vez soubeste esperar, menos mal. Escrever esta nota foi já uma espécie de penitência. Pensei apagar o segundo parágrafo mas preciso de coisas que me lembrem para a necessidade de refrear impulsos,

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

(...) a vida nos intervalos #301



Após uma boleia que fez desta provavelmente a melhor viagem Trabalho-Casa (enfim, quase casa) deste ano letivo, vi que havia ainda tempo de aceitar o convite dos queridíssimos T e J...

Belo serão. Poesia al Dente  com MARCELLO URGEGHE, PAOLA D'AGOSTINO, LUCIANA FINA e MICK MENGUCCI !

sábado, 1 de fevereiro de 2014

(...)a vida nos intervalos #291

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014



Partilho um presente de um amigo do coração



 
 
“For Attractive lips, speak words of kindness.
 For lovely eyes, seek out the good in people.
 For a slim figure, share your food with the hungry.
 For beautiful hair, let a child run their fingers through it once a day.
 For poise, walk with the knowledge that you never walk alone.
 People, more than things, have to be restored, renewed, revived, reclaimed, and redeemed. Remember, if you ever need a helping hand, you will find one at the end of each of your arms.
 As you grow older, you will discover that you have two hands, one for helping yourself and the other for helping others.”
 
― Sam Levenson