Enquanto as amigas suspiravam pelos cantos por uma Bimby, K sonhava com alguém que lavasse, passasse a ferro e limpasse o pó... Até podia ser uma Bimba! Enfim, uma fada do lar que lhe permitisse ser a "Professora das Histórias", ir às compras, cozinhar e ainda ter tempo para respirar...
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sábado, 29 de março de 2014
quarta-feira, 26 de março de 2014
(...) a vida nos intervalos #344
O Sorriso da Tarde
“Já sorriu
hoje?” – a pergunta entrou assim, desafiante, carruagem do metro adentro, à
boleia de uma t-shirt branca. As costas, paradoxais, ficaram de frente para mim
e aconselhavam “Páre para pensar”.
Preferi parar
para sorrir. Achei que talvez já tivesse pensado q.b. (presunçosa!) durante o
dia e pareceu-me deliciosamente simpático que alguém, de entre todas as peças
de roupa que poderia ter adquirido tivesse decidido por aquela e que de entre
todas as t-shirts do seu armário tivesse hoje, logo hoje, optado por aquela. Que
tivesse, pelo menos aparentemente, programado pelo menos parte do seu dia em
torno do sorriso dos outros. E, sim, já tinha sorrido “hoje” mas não com tanta
vontade, nem por um motivo tão forte: o sorriso pelo sorriso, assim, tal qual.
Quando, ainda sorridente,
voltava ao meu livro, o olhar fugiu-me para a mãe e filho que viajavam sentados
em frente. Tinha reparado na forma como trocavam sorrisos, olhares ternos e
alguns gestos. O pequeno era surdo mas a comunicação era perfeita. Nos segundos
seguintes viu que olhava na direcção da t-shirt que agora tinha já rosto,
pernas, braços mãos… um par de mãos, como convém, que brincavam com uma bola de
malabares. Na breve troca de olhares Rapaz-T-Shirt, Mãe e Criança acordaram que
a última queria ver a bola e lá se levantou, aproximou-se do
Rapaz-T-Shirt-e-Bola e o que se seguiu foram seis estações de brincadeira,
sorrisos e risos, que eu bem os ouvi, a que se juntou o
Jovem-Roupa-de-Trabalho, que apesar de preferir jogar com os pés também ensaiou
uns requebros com a bola nas mãos.
Gosto de
conduzir, sinto alguma liberdade e é das raras situações em que estou
completamente disponível para ouvir rádio, mas confesso a minha grande “crush”
por transportes públicos. Cheiram, soam e às até sabem mal, mas estão
carregadinhos de vida e de vez em quando, de quando em vez, somos brindados com
a tarde a sorrir-nos!
Etiquetas:
aproveitar a vida nos intervalos,
esta Lisboa que eu amo,
há coisas que só se sentem,
Quantos sorrisos cabem num ano?,
re-mood-lação,
transportes
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
(...) a vida nos intervalos #294
segunda feira, 3 de fevereiro 2014
Não aceitar uma boleia simpaticamente oferecida e descobrir que a distância exacta entre dois pontos. - "depende da velocidade", ora pois!
Não aceitar uma boleia simpaticamente oferecida e descobrir que a distância exacta entre dois pontos. - "depende da velocidade", ora pois!
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
(...) a vida nos intervalos #203
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
(...) a vida nos intervalos #120
Para que servem os transportes públicos?
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| “In the dime stores and bus stations
People talk of situations Read books, repeat quotations Draw conclusions on the wall Some speak of the future My love she speaks softly She knows there’s no success like failure And that failure’s no success at allBob Dylan, “Love Minus Zero / No Limit” (1965)” |
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