terça-feira, 23 de setembro de 2014

A Sopa de Carrol

A sopa de Carroll
leva de tudo
um pouco:
leva bichos
leva plantas
leva membros
decepados
pernas
braços
variados
e muito bem
temperados
com pòzinhos
de espirrar
chávenas
e chaleiras
bolinhos
a fumegar
e cabeças
de meninas
onde os sonhos
são plantados
as meninas
rodopiam
as meninas
dizem
não
e arrancam
os vestidos
não sabem a côr
das plantas
não sabem
os seus segredos
não conhecem
os destinos
e muito menos
os medos
o espaço é negro
e profundo
um poço feito
de pedra
com um portão
pequenino
a chave não está
na sopa
está no tempo
e o tempo é
infinito
e o infinito
o que é
não há resposta
certeira
por muito que
não se queira
as respostas são
iguais
em toda a mente
matreira
tão iguais
que tanto faz
e a chave
não serve assim
esta sopa
é brincadeira
não a podemos
comer
sopa de indigestão
quem cozinha
é a rainha
atirou dados
ao chão
escondeu cartas
no cabelo
em forma de
coração
e na mão ergue
um flamingo
com o sorriso
do gato
Carroll-coelho
avisou
o tempo
está a contar
o que ele conta
não sabemos
nem dá para
adivinhar
podemos imaginar
grita
o homem-escuridão
Alice fica
sem fala
em busca de
solução
e soluça
mas em vão
Yvette K. Centeno

domingo, 21 de setembro de 2014

Sem Receita


Primeiro lenta e precisamente
Arranca-se a pele
Esse limite da matéria
Mas a das asas, melhor deixar
Pois se agarra à carne
Como se ainda fossem voar
As coxas soltas
Soltas e firmes
Devem ser abertas
E abertas vão estar
E o peito nu
Com sua carne branca
Nem lembrar
A proximidade do coração
Esse não!
Quem pode saber
Como se tempera um coração?
Limpa-se as vísceras
Reserva-se os miúdos
Pra acompanhar
Escolhe-se as ervas, espalha-se o sal
Acende-se o fogo, marca-se o tempo
E por fim, de recheio
A inocente maçã
Que tão doce, úmida e eleita
Nos tirou do paraíso
E nos fez assim
Sem receita

Alice Ruiz (com um agradecimento especial à Ana Vidal)

Dos actos heróicos

Senti-me há dias inquieta achei mesmo que a minha tranquilidade pessoal estaria em perigo.
Aconteceu que uma jovem amiga, não tendo o que ler, me disse que tencionava comprar um livro de um autor badaladíssimo, que, li por aqui há umas horas, se propõe "partir tudo" em Lisboa um destes dias, num evento que certamente será um sucesso quase tão estrondoso quanto a primeira alunagem .

Aparentemente, a referida amigo terá ficado mais ou menos encantada com o jovem escrevente - enquanto escrevente, apenas e só, claro está - ao assistir a uma entrevista deste num canal de televisão.

Não sendo eu muito dada ao visionamento do media, quer seja por falta de tempo e paciência, ou pelo simples facto de não ter televisão e tendo lido apenas alguns excertos da obra do amplamente conhecido e jovem senhor, sou assim uma espécie de juiz que não leu o processo com atenção, aluno que vai a exame sem ter lido as sebentas ou músico que toca de ouvido. Mas a verdade, verdadinha é que tenho de me orientar de algum modo e, faltando-me o Farol da Guia, lá me vou deixando conduzir pelo que leio (proveniente de dedos confiáveis) pelo "blink" e, confessemos, em grande medida, pelo mau feitio.


Voltando à amiga, creio poder inclui-la no imenso grupo daqueles a quem a literatura não agarrou nem na infância, nem na adolescência, mas a quem alguma maturidade da adultice está a fazer enveredar por outros caminhos. De tal forma que a leitura é, nos dias que correm, uma das atividades de tempo livre preferida.

Juntando tudo isto, aproveitei o facto de nesse dia a jovem não ter tido ocasião de consumar o (des)at(in)o e, no dia seguinte "vendi" à pequena a ideia de que não valia grandemente a pena ir gastar já dinheiro em livros que talvez não fossem o que precisava no momento e, como num passe de magia e aproveitando um comentário feito acerca d eum livro que lhe agradara em criança, coloquei-lhe nas mãos História para Contar Consigo, de Rita Vilela e Margarida Fonseca Santos.

Dois dias não eram volvidos quando recebi com imensa alegria uma sms em que se podia ler "Obrigada pelo livro. Acabou com uma história fantástica. Mesmo o que estava a precisar" e no dia seguinte uma outra mensagem "Podes empretar-me o segundo livro?"

Poder, poder... enfim... respondi-lhe que o queria ler primeiro. Talvez o consiga fazer esta semana. Respondi-lho não apenas por ser verdade, mas por acreditar que um intervalo entre os dois livros das autoras seria benéfico, por um lado para não criar vícios e por outro para permitir que o primeiro "pousasse".

Reencontrámo-nos ontem. Levei-lhe Um Pintor Debaixo do Lava-Loiças , de Afonso Cruz, autor de que já ouvira falar mas não tinha lido. No breve preâmbulo que fiz, disse-lhe que achava ser um livro de "fácil" leitura, uma verdadeira história de ternura e que, naturalmente, esperava que gostasse. 

Passava bastante da 1 da manhã desta noite quando recebi uma nova mensagem:
Ainda a ler. De um lado é "apaga a luz e dorme!", do outro "Lê". Que faço?

Que lesse! não podia ser outra a minha resposta. Ao longo do serão fui reparando que postou no facebook diversas citações do livro e hoje, pelo início da tarde nova mensagem:
Estou a adorar o livro. A primeira coisa que fiz quando acordei foi ler.


E pronto! São actos heróicos destes que me colam sorrisos ao rosto e me fazem cantarolar, qual Annie Lennox:

Hey Hey I saved the world today
Everybody's happy now
The bad thing's gone away
And everybody's happy now
The good thing's here to stay
Please let it stay

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Arquitetos e Achimpas


Nota prévia:



É possível, ainda que não provável, que o entendimento deste meu escrito seja facilitado pela leitura do livro achimpa, de Catarina Sobral. Por outro lado... quem é que precisa de perceber isto?

Há quem tenha amigos e há quem tenha sorte. Eu tenho sorte, por isso tenho Amigos. Em número suficientemente grande para de quando em vez poder aborrecer um diferente, embora um por outro seja muito mais castigado, (ah deixa-te de merdas, Carla! tu achimpas a paciência de todos eles... pois, isso, continuando:)  e em número suficientemente pequeno para conseguir gerir a coisa, uma vez que como dizia uma das minha vítimas, a Tãnia Roberts, isto de amigos, não se pode ter muitos porque depois não damos conta do recado. Creio que não era exatamente isto que dizia, mas estou certa que a intenção era boa e que queria apenas dizer que Amigo é uma espécie de carro potente e fiável mas que exige muita manutenção.


Os meus Amigos são fantásticos e os melhores do mundo, como quase todos os amigos dos mundos que quase todas as pessoas, mas são, lá está pessoas humanas - ah o que eu adoro este singelo par de vocábulos! - de modo que uns são altos, outros baixos, etc e etc, mas são todos super inteligentes, talentosos e giros que se fartam, mas como pessoas humanas têm as suas fragilidades. Os que estão mais preparados para a arte da sobrevivência têm, acho eu, um bocadinho de medo das achimpisses que por vezes digo e/ou faço. Depois há os outros, o grupo dos "arquitetos", que são, claro está, aqueles cuja profissão é o risco, os que enfrentam o perigo com um sorriso nos lábios.

(E estava eu quase quase a reencontrar o fio desta meada quando me chega aos ouvidos o Senhor Jaques Brell que achimpadamente me brinda com o "Quand on n'a que l'amour" e me enebria os sentidos e desorienta o teclado e, e... inspiremos fundo e achimpemos o texto!)

Quem tem Amigos "arquitetos" sabe que eles se distinguem dos mais por:
nos darem ombros e peixe fresco; irem conosco para os copos, ao cinema e outras cenas igualmente inúteis e culturais; partilharem paivas e cenas que tais; cozinharem propositadamente comfort food para nós; telefonarem a agradecer por terem conhecido uma tasca nova; nos confiarem as suas crias; terem conosco profundíssimas conversas atrás da porta da casa de banho; nos telefonarem à 2 da manhã para contar uma anedota ou às 7 para nos acordarem só porque é giro; garantirem que não adormecemos nos dias de vigilâncias de exames e ainda por nos darem lenços para secar dores e disfarçar borrões e sobretudo, muito sobretudo por estarem sempre disponíveis para uma achimpadela sempre que uma nos esteja a fazer falta.

Os meus arquitetos são simultaneamente autor e obra, uma vez que são também casas - mas isto já se sabia - e quando pressentem que estou num destes dias assim, meio achimposos, sacam do achimpador e pimba! aqui na menina! e depois dá nisto, a pessoa achimpa, que é como quem diz, pensa que pensa, arma-se em espelho e reflete e descobre a raiz de todos os males, a mãe de todas as desgraças:

FALTA-ME UM PERLINÇO!

P.S. Uso ao longo do texto pseudo-palavras que acredito terem sido criadas por Catarina Sobral. Aqui fica o crédito à autora e, já agora o conselho, a todos os que apreciam literatura para a infância e juventude para que leiam os seus livros.

domingo, 14 de setembro de 2014

Rentrée

Não se assustem caros amigos, não venho falar-vos da festa do Pontal, da abertura do ano judicial - até porque nem sei bem se ainda fecha, mas apenas que tem andado em estado de citius.

Tão pouco falarei do regresso às aulas, que para isso vos chegarão os posts dos queridos colegas no facebook.

Trata-se de algo mais, interessante e útil. Após os mesitos de interregno de praxe volto às Bibliotecas Escolares para trabalhar. Após anos, muitos mesmo, volto a ser utilizadora das Bibliotecas Municipais de Lisboa.

Cartão bem janota e primeiras obras requisitadas aqui estão para "memória futura" desta nova fase.



domingo, 6 de julho de 2014

Dos Amores "Inexplicáveis"

"Como é que alguém pode dizer que não gosta de Lisboa?!" 

Sábado de sol em pleno Largo do Intendente. Oiço a tua frase dita assim espontaneamente enquanto seguras a objectiva para fotografar o largo.

E em mim o sentimento confortável, o prazer que tenho em partilhar a minha cidade, especialmente com os meus amores. 

Lembro outras frases, outras sensações... o inevitável "amor inexplicável" que quase se cola à verdade indesmentível de que "certas coisas só se sentem não se explicam".

Porque o amor, seja ele a uma cidade a uma canção ou a ti, a todos os tu da minha vida não precisa ser explicado, só tem de ser vivido.  E é claro que percebemos, escrevemos longas teses se quisermos, relações causa efeito, relações perfeitas de pessoas com defeitos:

"Ele faz isto", "ela sorri assim", "eles estão lá sempre que..." mas não explicamos, porque não queremos, porque não importa, há que vivê-lo!

Isso sim, há que vivê-lo!

Long time no write!


Longos dias sem vir até ao Caldeirão.
Ando bastante relapsa, ocupada ou apenas com menos necessidade de aqui vir.
Os 365 dias da k lá se completaram e o blogue cumpriu plenamente a sua função.

É tempo de continuar, como e para onde? Em frente... é a única coisa que sabemos...

Entretanto...

Beijocas deliciosas da vossa Epifânia

quinta-feira, 8 de maio de 2014

terça-feira, 6 de maio de 2014

(...) a vida nos intervalos #354



Porque hoje também é Dia da Mãe, Dia dos Filhos, Dia do Amor

"Sei que só vou progredir, que só vou conseguir aquilo que quero para a minha vida se conseguir perdoar a minha família biológica."
(...)
"Agradeço tanto tudo o que os mais pais fizeram por mim e de mim em apenas seis anos!"
(...)
Hoje conversei um pouco mais com N., jovem de 18 anos, adoptado aos 12. Facilmente poderia ficar pelo menos mais três dias a escrever sobre ele e sobre o quanto me sinto privilegiada tantas vezes no meu trabalho
A maior dificuldade do meu dia foi conseguir não me lançar ao pescoço deste jovem, abraçá-lo e pedir que entregasse metade do abraço à sua enorme Mãe Coragem.

domingo, 4 de maio de 2014

(...) a vida nos intervalos #353


(...) a vida nos intervalos #352

3 de maio de 2014

Dia 1 de "Plano 28 dias"

68 kg - 83cm

(...) a vida nos intervalos #351

2 de maio de 2014

Lançamento de

Quer Emagrecer? Naturalmente

(...) a vida nos intervalos #350

1 de maio de 2014

(...) a vida nos intervalos #349

30 de abril de 2014

(...) a vida nos intervalos #347

29 de abril de 2014

(...) a vida nos intervalos #346

28 de abril de 2014




segunda-feira, 28 de abril de 2014

(...) a vida nos intervalos #345



Swim, little fish, swim
Synopsis
Maggie ? Rainbow ? Leeward and Mary cannot even agree on their three year old daughter's name anymore.
Mary is a hardworking nurse who dreams of only one thing : changing her life. She resents her husband for being an irresponsible, overgrown adolescent, incapable of holding down a job. Leeward is an atypical, idealistic musician who fancies himself a misunderstood artist and a New Age visionary.
Enter Lilas, a 19 year old French artist and the daughter of a world famous painter, who is trying to make it in New York and get away from an overbearing mother.
When the bubbly young woman moves into the couple's tiny Chinatown apartment, their already fragile balance is upset even further.
Between surrealism, unusual characters, art and magic tricks, Swim Little Fish Swim is a dreamlike journey from childhood to adulthood.

Gostei. Muito. - A banda sonora também não está nada mal!

domingo, 27 de abril de 2014

Um poema por dia / Nem sabe o bem que lhe fazia #40 Caminho da manhã



Vais pela estrada que é de terra amarela e quase sem nenhuma sombra. As cigarras cantarão o silêncio de bronze. À tua direita irá primeiro um muro caiado que desenha a curva da estrada. Depois encontrarás as figueiras transparentes e enroladas; mas os seus ramos não dão nenhuma sombra. E assim irás sempre em frente com a pesada mão do Sol pousada nos teus ombros, mas conduzida por uma luz levíssima e fresca. Até chegares às muralhas antigas da cidade que estão em ruínas. Passa debaixo da porta e vai pelas ruas estreitas, direitas e brancas, até encontrares em frente do mar uma grande praça quadrada e clara que tem no centro uma estátua. Segue entre as casas e o mar até ao mercado que fica depois de uma alta parede amarela. Aí deves parar e olhar um instante para o largo pois ali o visível se vê até ao fim. E olha bem o branco, o puro branco, o branco de cal onde a luz cai a direito. Também ali entre a cidade e a água não encontrarás nenhuma sombra; abriga-te por isso no sopro corrido e fresco do mar. Entra no mercado e vira à tua direita e ao terceiro homem que encontrares em frente da terceira banca de pedra compra peixes. Os peixes são azuis e brilhantes e escuros com malhas pretas. E o homem há-de pedir-te que vejas como as suas guelras são encarnadas e que vejas bem como o seu azul é profundo e como eles cheiram realmente, realmente a mar. Depois verás peixes pretos e vermelhos e cor-de-rosa e cor de prata. E verás os polvos cor de pedra e as conchas, os búzios e as espadas do mar. E a luz se tornará líquida e o próprio ar salgado e um caranguejo irá correndo sobre uma mesa de pedra. Á tua direita então verás uma escada: sobe depressa mas sem tocar no velho cego que desce devagar. E ao cimo da escada está uma mulher de meia idade com rugas finas e leves na cara. E tem ao pescoço uma medalha de ouro com o retrato do filho que morreu. Pede-lhe que te dê um ramo de louro, um ramo de orégãos, um ramo de salsa e um ramo de hortelã. Mais adiante!
compra figos pretos: mas os figos não são pretos mas azuis e !
dentro são cor-de-rosa e de todos eles corre uma lágrima de mel. Depois vai de vendedor em vendedor e enche os teus cestos de frutos, hortaliças, ervas, orvalhos e limões. Depois desce a escada, sai do mercado e caminha para o centro da cidade. Agora aí verás que ao longo das paredes nasceu uma serpente de sombra azul, estreita e comprida. Caminha rente às casas. Num dos teus ombros pousará a mão da sombra, no outro a mão do sol. Caminha até encontrares uma igreja alta e quadrada.
Lá dentro ficarás ajoelhada na penumbra olhando o branco das paredes e o brilho azul dos azulejos. Aí escutarás o silêncio. Aí se levantará como um canto o teu amor pelas coisas visíveis que é a tua oração em frente do grande Deus invisível.

Sophia de Mello Breyner

(...) a vida nos intervalos #344


"Alvorecer" no Teatro Meridional seguido de conversa longa na Fábrica do Braço de Prata.



(...) a vida nos intervalos #343

Sexta Feira 25 de Abril de 2014



quarta-feira, 23 de abril de 2014

(...) a vida nos intervalos #340

A estranha sensação de "it doesn't really matter" pode ser tão má quanto "dói pa caraças"... Vamos ver...
Vivendo e aprendendo (?)

domingo, 20 de abril de 2014

(...) a vida nos intervalos #338


Dia de aniversário do tio Necas.
Por estes dias lembrei-me muito dele e de outras pessoas queridas que partiram   .

Nostalgia ou velhice...
Creio que, tal como nós por cá, todos bem!




Entretanto o Benfica é campeão. A Epifânia tomou a cozinha de assalto, sendo que uma coisa nada tem a ver com a outra.






(...) a vida nos intervalos #337

SÁBADO, 19 de ABRIL de 2014

Voltas e voltas...

Margem sul para por afetos em dia com os Cabrais (quase todos)


(...) a vida nos intervalos #336

SEXTA FEIRA, 18 de ABRIL de 2014

Tarde saborosa. Trouxe beijinhos e fui conhecer o novo esapaço MILL (João, Rita e Maurício)

A querida Teresa não se sai nada mal de pintora ;)


(...) a vida nos intervalo #335

QUINTA FEIRA 17 de ABRIL de 2014

Regresso a Lisboa.
Há que viver uma realidade de cada vez...

Paragem em Cheganças - how weird can one get?


quinta-feira, 17 de abril de 2014

(...) a vida nos intervalos #334

Dia saboroso!

- acordar lento, pequeno almoço, lanche com vista para o mar, pilates com a querida Teresa, jantar com Q e M, redes e escrita brincativa -

Vão acontecendo.
 Boa, miúda!

domingo, 13 de abril de 2014

(...) a vida nos intervalos #362


Almoço, "café" e jantar com amigos aos molhinhos.
Aveiro, Gaia e Porto.

D no colinho - momento top!

sábado, 12 de abril de 2014

(...) a vida nos intervalos #361

Intervalo duríssimo

Preciso hoje de ser um pouco mais factual, quiçá indiscreta, do que é meu hábito neste local...

Dia de reunião na segurança social, para re-avaliação da minha disponibilidade para ser mãe. Suspeito que tenha ficado enterrada essa hipótese... se assim for, será com tristeza que encerro essa parte da minha vida. Veremos. Há que aguardar. Não sei exactamente quanto tempo.

Fiquei a saber que uma carta que eu tinha como extraviada foi efectivamente entregue, aliás levantada na estação de correios pelo A, que me garantiu em duas ocasiões não a ter recebido.

(...)

Fiz um balanço de toda esta coisa que tem sido a minha vida e concluí que se soubesse que hoje morreria e acreditasse na vida eterna, apenas haveria uma pessoa a quem precisaria de pedir desculpa pelo "mal" que lhe causei, ainda que involuntariamente. Acredito que se esse alguém soubesse de tudo o que eu sei, era bem capaz de me agradecer.
Quanto ao resto, iriam a sepultar comigo os inúmeros defeitos e imperfeições que tenho mas o meu carácter, que materialmente não tem qualquer valor, esse acompanhar-me-ia absolutamente intacto. Perdoem a presunção.

Apesar do exposto no 1º parágrafo, publico apenas uma parte do texto que escrevi.

Creio que isto não será lido por ninguém, caso o seja, que se entenda que foi uma necessidade e se trata de algo que não considero necessário esconder pois como me disse uma querida amiga-casa "ninguém merece".

Verifico com alguma apreensão que após dois anos, muitas e muitas lágrimas e imenso trabalho meu para recuperar, este homem ainda me tira muitas horas de sono!

terça-feira, 8 de abril de 2014

(...) a vida nos intervalos #357

Sol, sapatos, futuro
Chá, gin, bálsamo
Cansaço
Amanhã
Estamos!

(...) a vida nos intervalos #356

domingo, 6 de abril de 2014

Tempo para cumprir a necessidade de escrever um pouco. Parece ser uma condição aguda que quase sempre se apresenta como crónica ;)

E inevitavelmente pensar em pessoas de quem é impossível não gostar. "Pessoas que nos podiam ser grandes" (Inês do Carmo dixit)

(..) a vida nos intervalos #355

Sábado, 5 de abril de 2014


Jantar em amizade. Tempo para nos dizerem o quanto somos parvas. Ah pois somos!

segunda-feira, 7 de abril de 2014

aFor'ismos da konfuse #22


O ritmo da vida depende em muito do par de sapatos em que a assentas!


(...) a vida nos intervalos #354

sexta feira 4 de abril de 2014

A paixão de M.

Sempre achei que trabalhar no ensino iria potenciar o meu envelhecimento  precoce devido à enorme exigência do ramo em termos intelectuais (podem rir!) e emocionais. Pode não parecer a olho nu, mas aquilo desgasta.
Por outro lado também tive sempre a esperança de que trabalhar com jovens me ajudasse a manter alguma juventude nem que fosse por conseguir acompanhar as tendências do que "está a dar"ou simplesmente o jargão da moda.
Não sou naturalmente boa juiz em causa própria mas diria que ambas as "pre-assunções" são, ainda que possam parecer contraditórias, verdadeiras. Sendo que não é menos verdade que trabalhar numa escola e ter mais de 40 anos (cumulativamente) são coisas para nos proporcionam momentos verdadeiramente prazenteiros.
Que me perdoe quem lê, mas escrever mal é muito isto: sentamo-nos para escrever uma breve reflexão acerca da Paixão de M e sai-nos uma coisa enrolada em que após uma mão cheia parágrafos não entrámos na dita.
M. tem 20 anos, está a concluir o ensino secundário, um pouco mais tarde que o habitual, não sei porquê e, sinceramente não me interessa muito. Entre as suas actividades "passeia-se" frequentemente pela Biblioteca Escolar.
A primeira vez que me recordo de M. ter encetado uma conversa comigo foi para me dizer que a biblioteca não tem interesse para ninguém e que o que era bom era ter um jornal da escola. Desafiou-me mesmo a criar um. Expliquei-lhe sucintamente porque não tinha condições para tal e devolvi o desafio: "Proponha, projecte, pode mesmo ser o chefe de redacção."
O resultado prático desta conversa do meu ponto de vista foi apenas um. Memorizei o rosto e comecei a reparar que afinal M., para quem a biblioteca não tem qualquer interesse, é afinal seu assíduo frequentador. Ironias!

E foi desta forma que eu e o meu "Chefe de Redacção" criámos alguns laços, que já permitiram que ele, do alto dos seus 20 anos tenha já traçado não só o meu perfil psicológico como o das Assistentes da Biblioteca Escolar. "A senhora por vezes está triste e isso afeta o seu comportamento aqui na biblioteca; A senhora tem graves oscilações de humor; A senhora não está feliz com a vida que leva; ..." Sorrimos, deixamos estar, que o jovem é simpático e tem uma certa piada.
Acontece que na passada sexta-feira M. entrou na biblioteca de supetão com um amigo na sua cola e em vez de se dirigir para a "ilha" dos computadores, como é seu hábito, dirigiu-se para o espaço da multimédia onde se sentou numa cadeira junto da fila de janelas de onde se pode ver a entrada da escola.
Em poucos segundos identifiquei um comportamento de "avestruz". Ao mesmo tempo que se escondia, M. olhava para a entrada da escola, sendo que todo o seu corpo transmitia uma sensação de ansiedade.
Num piscar de olhos, avaliei a situação. Diz-me a experiência que aquele tipo de comportamento tem uma de duas causas: m... da grossa, ou m... da grossa, sendo que a idade e o perfil de M. correspondem ao segundo tipo, i.e., m... da grossa devido a arrebatamento, ímpeto, entusiasmo, êxtase, aka, paixão!
Pesei prós e contras - fico calada e segura ou arrisco-me a levar a maior desanda da minha vida... mas também pode ser que o moço precise... e atrevi-me.

"Parece impossível que se tenha vindo esconder aqui! e logo de uma miúda!" Mal terminara a frase, já M. retorquia "Às vezes, quando sabemos muito, não devemos falar" - diziam as palavras, mas os olhos eram de quem queria, e muito, falar. Aproximei-me e fui dizendo que eu não sabia nada...

M. despejou rapidamente a sua história, tinha feito "o maior erro" da sua vida, ofereceu flores a uma miúda e agora - acrescentou o amigo, ela pensa que fui eu.
Nem de propósito, pouco antes eu vira as ditas flores passeando-se na escada junto à BE nas mãos de uma jovem que, preconceituosa como sou, achei demasiado jovem... Perguntei: E ela não é muito pequenina?
A resposta não podia ser melhor: Pequenina como, ela é grande... em tudo!
Não havia espaço para dúvidas, o nosso menino, das pestanas mais lindas daquela escola, está completamente apanhado pela pequena de nome estrangeiro e cabelos dourados.

Penso não mentir muito se disser que esta conversa teve lugar por volta da 1 da tarde. À sexta feira, saio às 13:20, excepto quando não saio. Foi o caso, sai da biblioteca depois das 16h. Durante as cerca de 3 horas que mediaram os dois momentos M esteve quase sempre dentro da Biblioteca, amigos vários entraram e saíram; expuseram argumentos, planearam actividades para o fim de semana, mas nada parecia tirar M da espécie de letargia que o atingira.
Muito foi dito e certamente muito mais foi sentido.
M. queria dois antidepressivos e dormir, dormir muito. Perguntava aos amigos se preferiam um líder morto ou um banana vivo... afirmando-se de seguida como um banana.
A dada altura falou-se de um namoro anterior, mandei-lhe um "e lembra-se... nessa altura também parecia o fim do mundo". M pareceu animar-se um pouco para logo se deixar cair.
A dada altura a agitação causada pelo entra e sai de amigos e conversas vivas estava a causar demasiada perturbação e acabei por, mais ou menos amistosamente, expulsá-los da Biblioteca, ordenando a M. que fosse passear as suas pestanas ao sol, porque "a vida está lá fora!".

Passava já das 16 horas quando, segura de que não voltaria a ver M e os amigos senão após o início do terceiro período, me despedi das Assistentes. À saída, não consegui conter um "Que mal terei eu feito a deus?!" - à minha frente, de volta à BE estavam M e M (o amigo "das flores"). De imediato me preparei para "enxotá-los" ao mesmo tempo que M (o amigo) aproximou o rosto do meu ouvido "Já contámos tudo à miúda".

M (o apixonado) virou na minha direcção um par olhos doces e aliviados, inspirou fundo e disse: "Contei tudo!" e, ao mesmo tempo que deixava cair os braços "desabafei". Inspirou: "Sou um homem!"

Sorriso; sorriso; sorriso; "Ela pareceu ficar super-feliz!"

 Desci a escada. No rés-do-chão cruzei-me com a "miúda" à conversa-confissão com outro dos amigos. Fiz-me o mais sonsa que poderia ser: "Que flores lindas! Faz anos?" - olhar atrapalhado. "Não..."
"Melhor ainda. Parabéns!"

Saí em direcção ao fim de semana que, sabia, não ia ter um décimo da emoção de receber um ramo de flores apaixonadas e anónimas.




domingo, 6 de abril de 2014

(...) a vida nos intervalos #353

Quinta feira, 3 de abril de 2014

Um daqueles momentos em que trabalho e sorrisos se misturam.

O "Manel", sim, aquele de quem o Filipe disse "Todas as pessoas deveriam ter o seu próprio Manel", mostrou-me o melhor caminho para a resolução de todos os problemas.



P.S. O Filipe perguntou-me se queria ajudá-lo a dar cabo de um tal que anda a perseguir uma "amiga".
Gotta love these guys.




quarta-feira, 2 de abril de 2014

(...) a vida nos intervalos #351

"Missão de Salvamento"

2 de Abril de 2014 às 4:17
Nas redes sociais num dia somos bestas, noutro bestiais, mas somos sempre pessoas normais.

Tal como na vida real, nas redes passam-se coisas terríveis: invejas, mentiras, casais que se desfazem, traições vis e tanta, mas tanta desgraça, que a caixa de Pandora não poderia contê-las.

Tal como na vida real passam-se coisas boas: sorrisos e beijinhos, gatos fofinhos, cães e criancinhas felizes.

As redes sociais são, obviamente parte da vida e servem os objetivos que bem entendermos.

Esta noite, twitter e facebook serviram para divulgar um acidente, em que um dos veiculos se pôs em fuga e o condutor do segundo ficou à chuva e ao frio, quase sem bateria como convém nestas situações.

Apercebi-me da coisa uns minutos depois de divulgada e acabei por juntar-me a um grupo de maduros que tentou ajudar o "sinistrado".

Durante umas duas horas, dezenas e dezenas de mensagens foram escritas, alguns, imagino que muitos, telefonemas foram feitos para as autoridades...

Tal como eu, um grupo grande de pessoas foi tentando ajudar, preocupando-se genuinamente - até porque não havia nada para ver.

Eu que sou uma lamechas, lamentei o sucedido mas gostei de ver a onda de amizade que se estableleceu e sobretudo fiquei descansada, pois a esta hora, o acidentado está na urgência hospitalar, mas ao que tudo indica não há ferimentos graves.

Tal como "lá fora" fomos mandando "bitaites" para ajudar ou apenas para aliviar a tensão, trocaram-se piadas entre amigos e desconhecidos  e como "Assim, de repente, não tínhamos um haburguer, mandámos o João Calviño"!

O "Pedro Unicef" merece!

terça-feira, 1 de abril de 2014

(...) a vida nos intervalos #350

A típica calma da segunda feira interrompida ao cair da noite.
7, 8 minutos de lusco fusco em que fiz de "mulher invisível" no café junto à escola seguida de momento "and now for something completely different" / "Os deuses devem estar loucos" em plena biblioteca!

segunda-feira, 31 de março de 2014

(...) a vida nos intervalos #349

Mais uma à laia de foursquare:

De volta ao Fonte Nova após... xiiii não saberia dizer, mas creio que da última vez que estive à porta estávamos de férias em modo "Parecemos uma família" - o que desperta todo o tipo de emoções, quase todo, mesmo!



quinta-feira, 27 de março de 2014

(...) a vida nos intervalos #345

Intervalo com conversa e café - resumindo: os homens são um bocado burros, as mulheres muito parvas. (How sexist can it get?)


quarta-feira, 26 de março de 2014

(...) a vida nos intervalos #344

O Sorriso da Tarde

“Já sorriu hoje?” – a pergunta entrou assim, desafiante, carruagem do metro adentro, à boleia de uma t-shirt branca. As costas, paradoxais, ficaram de frente para mim e aconselhavam “Páre para pensar”.
Preferi parar para sorrir. Achei que talvez já tivesse pensado q.b. (presunçosa!) durante o dia e pareceu-me deliciosamente simpático que alguém, de entre todas as peças de roupa que poderia ter adquirido tivesse decidido por aquela e que de entre todas as t-shirts do seu armário tivesse hoje, logo hoje, optado por aquela. Que tivesse, pelo menos aparentemente, programado pelo menos parte do seu dia em torno do sorriso dos outros. E, sim, já tinha sorrido “hoje” mas não com tanta vontade, nem por um motivo tão forte: o sorriso pelo sorriso, assim, tal qual.
Quando, ainda sorridente, voltava ao meu livro, o olhar fugiu-me para a mãe e filho que viajavam sentados em frente. Tinha reparado na forma como trocavam sorrisos, olhares ternos e alguns gestos. O pequeno era surdo mas a comunicação era perfeita. Nos segundos seguintes viu que olhava na direcção da t-shirt que agora tinha já rosto, pernas, braços mãos… um par de mãos, como convém, que brincavam com uma bola de malabares. Na breve troca de olhares Rapaz-T-Shirt, Mãe e Criança acordaram que a última queria ver a bola e lá se levantou, aproximou-se do Rapaz-T-Shirt-e-Bola e o que se seguiu foram seis estações de brincadeira, sorrisos e risos, que eu bem os ouvi, a que se juntou o Jovem-Roupa-de-Trabalho, que apesar de preferir jogar com os pés também ensaiou uns requebros com a bola nas mãos.

Gosto de conduzir, sinto alguma liberdade e é das raras situações em que estou completamente disponível para ouvir rádio, mas confesso a minha grande “crush” por transportes públicos. Cheiram, soam e às até sabem mal, mas estão carregadinhos de vida e de vez em quando, de quando em vez, somos brindados com a tarde a sorrir-nos!

domingo, 23 de março de 2014

(...) a vida nos intervalos #341

"Manif" no Artec com a L (quem mais?)


Ocasião para rever a "nossa loura" que já não via há uns bons meses e a Ana Xavier - quase 20 anos depois :)

(...) a vida nos intervalos #340

sexta feira, 21 de março de 2014


Dia de cansaço e de sms despardalada...


Quem diz o que quer ouve o que (não) quer.



sexta-feira, 21 de março de 2014

(...) a vida nos intervalos #339

Kalaf
Formação (observação de aulas)
Reunião 7 Dias com os Media
Palavras Cruzadas com Paulo Freixinho
Reflexão transversalidades


Não foi dia com intervalo, foi um intervalo, cheio de trabalho, recheado de pessoas! - Mesmo como eu gosto.

terça-feira, 18 de março de 2014

Do envelhecer

A House Where Nobody Lives*

Velha. Definitivamente velha. Assim… subitamente. É como me sinto”

“Pudera, contas praticamente meio século!”

Olhou a amiga, agradecendo em silêncio a mordacidade quase cruel com que sabia poder sempre contar e, que, quantas e quantas vezes a impedira de cair em buracos de onde seria incapaz de sair!

Que sim, disse-lhe ela, já reparara nas rugas, o corpo há muito lhe dissera que alguns sonhos seriam sempre e só isso e a cabeça não era já tão ágil. Mas isto, era novo. E teceu toda uma tese sobre lutas e conformismo

 “És só uma casa,
mais uma casa,
onde ninguém vive.”

*Roubado ao mais cavalheiro dos músicos, o Senhor que espera (sempre). Grata, Tom.

(...) a vida nos intervalos #336



Assim, no geral, não valemos mesmo nada.
Mesmo as "boas pessoas"
Mentimos sem nada ganhar que não a nossa tranquilidade.
Enganamo-nos mesmo sabendo a verdade.
Queixamo-nos de barriga cheia...

and the list goes on...

segunda-feira, 17 de março de 2014

(...) a vida nos intervalos #335


Regresso a Lisboa. Dia de dar por assente a falta de emoção que tem caracterizado a minha vida há muito mais tempo do que pensei aguentar. Mas, como disse o outro: "Ai, aguenta, aguenta!".

Senti hoje a minha inteligência ser ofendida por alguém que eu não esperava que o fizesse.
Prometo desmentido e penitência caso me engane, mas infelizmente...

Transversalidades a tomarem muito mais tempo que o desejado... fim de serão com imensas dores.

Momentos altos do dia: telefonema dos Castro; meia hora de natação.

P.S. Lá sentir senti, mas era "viagem". Carla Maria, a idade não te está a dar toda a sensatez que querias, mas, vá, por uma vez soubeste esperar, menos mal. Escrever esta nota foi já uma espécie de penitência. Pensei apagar o segundo parágrafo mas preciso de coisas que me lembrem para a necessidade de refrear impulsos,

sábado, 15 de março de 2014

(..)a vida nos intervalos #334

A vinda a Aveiro teria valido a pena nem que fosse para escutar o "Que fixe" do T. ao receber o livro sobre dinossauros.

Dia de "doideira" - cabelos pintados pela primeira vez!

No "mais" "come chocolates, pequena"! Tu até sabes das coisas porque teimas em disparatar?

Tempo para pensar que certamente quase ninguém tem noção de que outros sofram em consequência de atos e, frequentemente, omissões suas ou muita coisa seria diferente. Espero que.

Nota:
Pela primeira vez neste já quase um ano não foi publicado (...)a vida nos intervalos por dois dias.

Quinta feira, 13 foi dia de estar - já vem sendo hábito às quintas - com duas das minhas pessoas. O R. estava adoentado. Soube hoje que afinal é escarlatina.
Sexta feira, 14 - viagem até Aveiro para assistir a uma aula e visitar algumas das minhas "casas", regar afetos e pensar que quem sabe... por certo não...

quinta-feira, 13 de março de 2014

(...) a vida nos intervalos #331


Tempo para apreciar a sorte que tenho por todos os do meu núcleo duro estarem bem.

Pensamentos elevados para que tudo corra bem com a J., o J. e o filho da L.; que o guerreiro A. continue a sorrir e que esteja recuperado.

Que o sorriso terreno das avós se prolongue, ainda que elas seja eternas...

E como eu gostava de poder diminuir a angústia de um recente, mas já caríssimo amigo - é difícil imaginar tamanho sofrimento.

Que a Vida seja generosa com todas estas pessoas Enormes!

(...) a vida nos intervalos #330

terça feira, 11 de março de 2014

Intervalo imensamente saboroso com o grupo das terças, acrescido de duas visitas - pode ser que fiquem!

terça-feira, 11 de março de 2014

(...) a vida nos intervalos #329


Intervalo louco com direito a:

Perda / cancelamento de cartão de crédito.
Afogamento de telemóvel.
Estatelamento na sala de professores.

De brinde cruzei-me (presumo) com Mestre Jabi e seu assistente ;)



sábado, 8 de março de 2014

(...) a vida nos intervalos #327

Intervalo de "trabalho" com mudança de "escritório" adornada com a contribuição do homem que me fez mulher :)

Bom dia da mulher, Pai!

(...) a vida nos intervalos #326

Pessoas "Sexy"

Gosto de pessoas... altas, baixas, magras gordas e antes pelo contrário.

De algumas gosto à distância de um beijo, de outras mais longe,

muito mais longe - por causa do cheiro.

Mas o que gosto mesmo é de pessoas "sexy"

que olham nos olhos, que tocam,

 com calma,

que têm poesia na alma,

que mesmo desfeitas nos fazem rir,

que gostam de cheiros, apreciam comida

que mesmo morrendo adoram a vida

escrevi esta coisa só para brincar

... as pessoas "sexy"

adoram falar,

usam as palavras por entre os seus beijos

matam solidões e acordam desejos...








sexta-feira, 7 de março de 2014

(...) a vida nos intervalos #325

E não é que timidamente o dia lá se compôs?
Manhã produtiva, tarde ensolarada e pintada de sorrisos amigos, jantarício em excelente companhia...

Ah could get used to this :)




                    Não foi nada disto... mas a música é tão tão libertadora que decidi colá-la aqui

quinta-feira, 6 de março de 2014

"Estou vivo e escrevo o sol" (...) a vida nos intervalos #324

E ao 324º dia tivemos "Epifânia" na Calçada de Carriche.

Talvez fosse da música, ou o efeito da tarde que se fez magnífica por Lisboa. O certo é que o nó na garganta se desfez num "It took me so long to realize" chorado / cantado a plenos pulmões e vi-me simplesmente obrigada a agradecer.
Ficou a faltar "apenas" uma pessoa. Espero conseguir fazê-lo em breve.

Quase ninguém percebeu...

:)


quarta-feira, 5 de março de 2014

terça-feira, 4 de março de 2014

(...) a vida nos intervalos #322

“The very existence of libraries affords the best evidence that we may yet have hope for the future of man”
― T.S. Eliot

domingo, 2 de março de 2014

(...) a vida nos intervalos #320

De volta  a Aveiro...
Acabei por deixar cá mais do que pensaria. É bastante provável que volte para ficar, até lá renovam-se afetos.

sábado, 1 de março de 2014

(...) a vida nos intervalos #319

Sexta-feira, 28 de Fevereiro de 2014



“Be who you are and say what you feel, because those who mind don't matter, and those who matter don't mind.”  

   Bernard M. Baruch

 
“I hold this to be the highest task of a bond between two people: that each should stand guard over the solitude of the other.”  
   
Rainer Maria Rilke, Letters to a Young Poet    

(...) a vida nos intervalos #318

QUINTA-FEIRA, 27 de FEVEREIRO de 2014

Regressos, sushi e mimos...

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

(...) a vida nos intervalos #317

Dia parvo. parvo...
Desde o "Faça lá um poema" e a resposta genial "também pode ter essa leitura" às questões básicas que voltam à tona...

Até o filme que vi era imensamente parvo...

Suponho que há-de melhorar...



terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

(...) a vida nos intervalos #315

Vai-se andando...

Hoje devo ter ouvido perto de duas dezenas de pessoas que ao encontar-se se cumprimentavam - sim, eu própria por vezes estranho mas ainda existem(imos) - perguntando "Como vais?" ou algo equivalente.
Quase todas ia respondendo "vai-se andando" e, uma ou outra - penso que não minto se disser que foram duas - responderam que "hoje, nada bem".

Confesso que eu, que muitas vezes não vou andando, arrasto-me por falta d eenergia ou corro por falta de tempo, fico já um pouco embaraçada com a pergunta. Não quero chocar ninguém dizendo que hoje é melhor que ontem, porque estou viva, porque a primavera está achegar, porque sobrevivi a mais um fim do mundo (desta vez o dos vikings) mas também não quero confrontálos com não menos verdade de que está tudo errado, o mundo parece não ter concerto e país está melhor mas os portugueses nem por isso.

Calma, eu sei que nem devia maçar-me, na verdade das pessoas que perguntam como estou, penso que cerca de 5% quer saber a verdade e mesmo esses não anseiam por toda, toda... enfim, lá vou respondendo com evasivo "tudo bem" ou um mais gregário "vai-se andando". Mas hoje, amigos, na biblioteca escolar onde trabalho uma uente respondeu com um sorriso na voz: "Estou muito bem, felizmente".

O "Como está?" tinha sido proferido pela Assistente Técnica que estava no atendimento e perante tal "resposta sorrida", tirei os olhos da etiquetagem que estava a fazer e não pude deixar também de sorrir ao mesmo tempo que aplicava o auto-ralhete de praxe: "Tem juízo, Carla Maria!"

Tratava-se de uma aluna do ensino noturno que deve ter uns verdes 20 anos e cuja "história" me foi contada resumidamente há dias. Há umas semanas, esta jovem, meio envergonhadamente perguntou a uma assistente ou professora (não recordo, nem é importante) se lhe podia pagar um pão com manteiga - era hora do jantar que ela não havia comido. Depois de se fazer um breve levantamento sobre as circunstâncias da simpática jovem apurou-se que pertence a uma família com grandes dificuldades, um irmão paga-lhe o passe para ela poder ir às aulas, ... e desde então leva da escola alguma da comida que provavelmente iria para o lixo ou para alguém menos necessitado.

Dirão que a assitência social não funciona (concordo), qua a aluna talvez pudesse trabalhar (improvável mas possível) que devia ter estudado quando era adolescente (pois, talvez, quem sabe)...

O que verdadeiramente me interessa é que de toda a gente que ouvi hoje responder a um cumprimento ela foi a única que disse "Estou muito bem, felizmente"

(também publicado como nota no facebook)

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

(...) a vida nos intervalos #314

Às vezes, só às vezes, há que dar descanso à cabeça, sentir mais, pensar menos...

Perceber que todos os dados que temos na mão são frequentemente poucos para fazer uma jogada de jeito...

De quando em vez vou conseguindo.. esperemos que a sensatez da idade o torne mais frequente.

Entretanto, lanche/jantar em muitíssimo agradável e acolhedora companhia.

Obrigada a todos.

E os afetos, ai senhores, os afetos!

aFor'ismos da Konfuse #18

Não se pode agradar a Gregos e a Troikanos.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

(...) a vida nos intervalos #313

 Sábado, 22 de fevereiro 2014

Foi noite de jantar com aqueles que já começam a ser, também, os "suspeitos do costume".

Após a refeição agradável, temperada com risota, tivemos direito a música e poesia no bar do próprio restaurante. Houve lugar a "homenagem" a Fernando Tordo, com o "Adeus, tristeza" mas pensei de mim para mim que tinha saudades de ouvir uma outra coisa dele. (aqui acompanhado)


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

(...) a vida nos intervalos #311

Wishful thinking

A boa notícia chegou logo de manhã: parece que o emigrado mais próximo vem de visita muito em breve!
A piada é que ainda ontem me lamentava de o não ver há imenso tempo nem ter ideia de quando voltarei a fazê-lo.

Na pausa para o almoço, à mensagem "A que horas almoças?" seguiu-se um muito agradável café em excelente companhia.

É... há dias assim... em que "o céu são os outros"! ;)

(...) a vida nos intervalos #310

És estranha! - dirão muitos...
Outros farão como eu...
Aliar trabalho e prazer é coisa que me agrada sobremaneira e que sempre tento fazer.
Por vezes, como hoje, a relação não é imediata, mas anda próxima.
Por necessidade logística (leia-se não sair de casa três horas antes) levei hoje carro para a escola.
Tinha-me comprometido adquirir um livro (O Viajante Cego) que uma simpática aluna escolhei para o seu "contrato de leitura" e à quarta livraria lá o consegui...
Na escola ocorreu-me que seria boa ideia aproveitar não estar condicionada pelo medo de andar de transportes a desoras e tentar ver o filme que estivesse em exibição no Fórum Municipal Romeu Correia. (O bilhete normal custa apenas 3€)

Entre o vou (só porque posso) e o não vou (tenho uma tradução para fazer), fui.

O filme de hoje era A Noiva Prometida. - Gostei imenso.



Cheguei a Lisboa de alma lavada e reenergizada... A tradução está feita e enviada e eu, supostamente, intelectualmente um pouco mais rica!

De brinde, troquei um dedo de conversa com duas simpáticas e interessantíssimas colegas que vi no final da sessão e tive companhia durante parte do trabalho.

Gracias a la vida!


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

(...) a vida nos intervalos #309

Ainda perguntam porque é bom viver em Lisboa?!

A cor, a luz única, a diversidade.
Cidade grande q.b. mas aconchegante.
Também temos problemas graves, mas dificilmente desistiremos de ti. É isso o amor, dizem.

E nesta tarde ensolarada tinhas imensa música para nos guiar os passos.
Cais do Sodré - Estação do Metro

Chiado

Chiado

(...) a vida nos intervalos #308


        
Segunda feira, 17 fevereiro de 2014


Segredo

Não contes do meu
vestido
que tiro pela cabeça

nem que corro os
cortinados
para uma sombra mais espessa

Deixa que feche o
anel
em redor do teu pescoço
com as minhas longas
pernas
e a sombra do meu poço

Não contes do meu
novelo
nem da roca de fiar

nem o que faço
com eles
a fim de te ouvir gritar

Maria Teresa Horta, in “Poesia Completa”